5 de janeiro de 2015

Em legitima defesa?

Antecipo que sou favorável ao exercício do direito de liberdade de expressão (incluindo entrevistas) dos arguidos/detidos/presos.





José Sócrates deu uma entrevista por carta à TVI, respondendo a 6 perguntas da estação televisiva, em claro confronto com a proibição decretada pelo juiz responsável do processo. Nessa entrevista, existe um preâmbulo interessante no qual o ex-primeiro ministro coloca em evidência o seu direito a defender-se, usando a expressão repetida "em legítima defesa".

Nesse preâmbulo tal como nas respostas às questões colocadas, José Sócrates acusa o Ministério Público (e o Juiz de Instrução) de inventarem um processo contra ele e de serem os autores das violações do segredo de justiça. No fim do preâmbulo percebemos que estamos perante um cidadão que se crê preso por questões políticas. José Sócrates "declara-se" como um preso político, perseguido por um poder do Antigo Regime.

José Sócrates mistura as fugas e violações com invenções e ficções, não distinguindo onde algo é realmente fuga (o que demonstra estar no processo) do que aquilo que é invenção (excepção no caso das viagens do seu motorista e das "malas de dinheiro").

Nota engraçada é o cidadão José Sócrates preocupar-se com as fugas de informação e violações do segredo de justiça para quem prega aos quatro ventos que o processo é uma mentira e uma enorme cabala contra ele. 

Há algo que não faz sentido em tudo isto. José Sócrates tanto declara o processo como uma mentira pura, como se preocupa com as violações do segredo de justiça. Com esta posição dúbia perde clara coerência e argumentos para se considerar que todo o processo é uma perseguição política.


  
Nota: O argumento de José Sócrates de existir uma enorme amizade que o une a Carlos Silva, para justificar todos os movimentos financeiros entre Carlos Silva e ele, incluindo um  contínuo "empréstimo" de dinheiro, parece um pouco excessivo. Outra questão interessante é a doacção em vida de 75% do valor da venda do imóvel da Braancamp feita pela mãe ao próprio, que José Sócrates justifica como normal. (para mim é algo de extremamente anormal até porque ele nunca teria direito a 75% do valor pelas regras de sucessão). De referir que o argumento quanto ao "apartamento de luxo em Paris" parece-me algo lógico. 

Para quem quiser ler (enquanto estiver online) Entrevista José Sócrates 


15 de setembro de 2014

Grande Prémio Beijo Erótico "Melhor beijo sob um azevinho" vai para



Catwoman (Michelle Pfeiffer) in "Batman Returns (1992)"

Menos um zombie!



Era um dos  zombies preferidos aqui do estaminé! Aqui, nesta fotografia, está mais com ar de Pato Donald, o que também lhe assentava bem! Tal como esse personagem da BD fazia coisas incompreensíveis e dava explicações imperceptíveis sobre as convocatórias e tácticas da selecção.

Para o Paulo Bento, desejo-lhe tudo de bom... Treinar ainda nesta época o Benfica ou o Porto era um passo muito bom para a sua carreira. Força, Paulo!

Como sabem os  zombies têm atacado este refúgio espiritual, assustando os jovens discípulos que se encontram sob a minha benevolente e paciente protecção. Para afastar os medos, decretei um black-out sobre o tema Selecção, isto porque há sempre o risco do próximo seleccionador ser outro zombie. 

Não podemos esquecer que estamos a falar da FPF! 

Sobre o interesse nacional



Este senhor veio criticar Vítor Bento e a sua equipa de administradores do "Novo Banco" por não possuírem um "espírito de missão" e não colocarem o "interesse nacional" à frente dos pessoais.

Este foi o mesmo senhor que abriu uma crise política, fez disparar os juros da dívida e criou sérias dúvidas nos "mercados" sobre a capacidade de Portugal quando se lembrou de pedir a demissão "irrevogável" do Governo. 

Nessa altura será que o "interesse nacional" e o "espírito de missão" presidiram ao seu pedido de demissão?

Se há coisas que não gosto é de "moralismos" baratos!

11 de setembro de 2014

A guerra dos Tós




Declaração de interesse: Não sou simpatizante do Partido Socialista, não sou socialista e não vou muito na "cantiga" do socialismo (não aprecio a ideia socialista de que o Estado tem que ser o nosso "paizinho")

António José Seguro e António Costa disputam um cargo designado como "candidato a candidato a primeiro ministro".

Numa história rocambolesca, na sequência de uma vitória menor nas eleições europeias, António Costa (depois de um "pacto de regime" assinado com António José Seguro depois de uma primeira ameaça) resolveu disputar o lugar de liderança do PS. No entanto, António José Seguro e seus camaradas pensaram numa coisa chamada "primárias" ao estilo europeu e americano (Viva a "englobização"!). Passando por cima das regras estatutárias criou-se as "primárias" com recurso à figura de "simpatizantes" com direito de voto. Isto tudo num tempo recorde para fazer sobressair a magnificência democrática do Partido Socialista. 

No meio deste novo processo de eleição surgem histórias de "fantasmas" e "mortos-vivos" que regressam a uma militância com quotas pagas por seres misteriosos das concelhias e outros órgãos do país socialista.

Depois de muita palavra trocada pela comunicação social, os debates foram marcados e já aconteceram dois "rounds" feitos de rajada, em dias seguidos, para dar mais protagonismo a uma "luta" que não está a cativar nem os próprios "simpatizantes". 

António José Seguro usou da cartada da "traição" e António Costa do trunfo da "fraca oposição". Trocas de banalidades e continuo sem saber como é que algum dos candidatos vai promover a re-industrialização (só os fundos comunitários não chegam!), combater o aumento "natural" do deficit ou exigir à União Europeia, "Troika" e outros organismos mais dinheiro para Portugal.

Oiço algo como mais Estado, mais protecção social, menor carga fiscal mas não vejo como tal será possível quando continuamos com mais despesa do que receita. Por vezes, parece-me que algum dos Antónios possui uns "dragões" que podem ser usados para queimar o deficit ou então têm algum "Iron Bank" a financiá-los.